Uma ótima coincidência aconteceu hoje enquanto eu navegada pelo site Wooster Collective, encontrei um vídeo 3D que mostra vários graffitis que foram feitos em frente a casa do músico e ator Serge Gainsbourg ao longo de 5 anos. A coincidência aconteceu por que semana passada garimpando pela internet encontrei em um de seus albuns “Les Annees Psychedeliques“, e fiquei pasmo, um dos melhores álbuns que já ouvi em toda minha vida.
Uma espécie de Jazz, Breakbeat, psicodélico que agrada qualquer ser humano que tenha desenvolvido o sentido da audição. Serge Gainsbourg foi um músico que inicou carreira na década de 50 e se tornou muito presente até o final de 90. Lançou vários clássicos, mas acho que a viagem dele mesmo ficou por volta da década de 70, particularmente a minha favorita em termos musicais.
Como nosso próximo podcast terá como tema o Blaxploitation, isso mexeu comigo e passei a perceber todo o universo que isso aborda, desde as roupas até as capas dos filmes.
Num mundo de remixes, acho que o pessoal do Wu-tang Clan sempre soube fazer isso muito bem, de pegar um conceito e trabalhar em cima dele.
Neste álbum de Rza, a capa é visivelmente inspirada nos filmes de Blaxploitation. Eu separei a música que mais gosto deste álbum e conheci o trabalho de uma banda maravilhosa chamada Mighty Ryeders. Junto disso conheci essa enciclopédia chamada Deep Groove Encyclopedia, para quem se preocupa com a informação de um bom Groove vale a pena conferir.
Muito boa esta aplicação chamada Laika, que usa da interação das pessoas em volta para modificar a tipografia do texto escolhido, mudando para itálico,negrito, etc.
Black Caesar é um clássico de Blaxploitation que estará representado no próximo Dama Podcast através da música de nada mais nada menos que James Brown.
Vale muito a pena conferir este filme.
Clique no link abaixo para ver o trailer.
Navegando na lista dos meus favoritos do youtube encontrei esse vídeo do Portishead, grupo que eu aprecio demais. Talvez uma das primeiras bandas que realmente chamou a minha atenção na infância, em especial o primeiro album de 1994 Dummy.
O som do vídeo se chama “Sour times”, esta versão foi feita com a Orquestra Filarmônica de Nova Iorque em 1997, o som ficou muito bom, diferente da versão do cd a bateria ficou mais funky e os instrumentos brilham mais.
Beth Gibbons canta com sentimento mesmo, uma das vozes mais bonitas que ja ouvi, distante e diferente de qualquer uma. Não é soul, não é rock, não é trip-hop, é Portishead.
Basciamente o que eles fazem é pintar projeções nas paredes, soa estranho, mas é exatamente isso. Segundo eles a idéia é mais simples do que se imagina, se resume a um software, um laptop e um rolo com um LED verde.
O trabalho deste grupo é legal por uma série de motivos, não apenas pela inovação, mas pelo conjunto estético formado pelo grupo. A composição do vídeo é guiada por uma trilha totalmente desconcertada com efeitos e sintetizadores, e a história é toda contada em diversos episódios na cidade de New York em que muito se tem para explorar. Achei fantástica a idéia, mas mais ainda a história por trás de tudo.
Feliz é daquele que domina o digital e aplica no mundo real, esses conseguiram.
“My name is Coffy”. Essa mulher é violenta! Mais um filme clássico de Blaxploitation.A linda Pam Grier interpreta Coffy e Roy Ayers assina a trilha sonora com uma música absurdamente boa.
A faixa Coffy Is The Color estará presente no nosso próximo podcast.
Caso queira receber o lançamento mande um e-mail para hello@dama.nu
Sabe aquela história de que o ator negro sempre é o primeiro a morrer no filme? Ou então que sempre aparece em papéis rápidos?
Poisé, alguns diretores na década de 70 nos EUA não contentes com isso resolveram criar seu próprio segmento dentro da indústria do cinema, o movimento chamado Blaxploitation. Todos os filmes criados neste movimento trazem principalmente ou somente atores negros. Isso foi legal para a época, pois era um período em que o EUA era extremamente racista. A narrativa é sempre ao redor de um ator principal, que no caso do filme Bucktown (Trailer acima) é Fred Williamson, os filmes geralmente apresentam violência, um pouco de nudez e muito swing.
A lista de filmes dessa época é grande, vale a pena dar uma pesquisada e assistir alguns clássicos como: Black Caesar, Blacula, Coffy, Trouble Man, entre outros.
Tá, mas e o que tu isso tem a ver com a Dama?
O próximo podcast da Dama abordará este tema, pois como eu disse, as trilhas eram fantásticas. Era uma época em que se conhecia novos estilos como o Funky e se experimentavam adaptações com o Jazz.
O lançamento será na semana que vem, se você tiver interesse em receber por email a notificação. Mande um email para: hello@dama.nu
Minnie Riperton é daquelas cantoras que sempre poderão ser ouvidas, seu trabalho é especial. Mais do que tudo, pela energia que conseguia expressar quando cantava. Neste vídeo, ela interpreta a canção Lover and Friend. Ouça!!
Encontrei 2 vídeos do artista Ethan Goldhammer, em que ele utiliza técnicas como Light Painting e Stop Motion somado a trilhas fantásticas. Os vídeos são originários do blog Create Digital Music, um excelente blog que mistura tecnologia aplicada a música e diferentes interações, recomendo a leitura.
Analisando a composição geral, percebe-se que mesmo utilizando técnicas já muito conhecidas, ou melhor dizendo um pouco “saturadas”, Ethan conseguiu criar um diferencial e unificar a trilha de uma forma muito suave ao contexto das imagens.