Uma ótima coincidência aconteceu hoje enquanto eu navegada pelo site Wooster Collective, encontrei um vídeo 3D que mostra vários graffitis que foram feitos em frente a casa do músico e ator Serge Gainsbourg ao longo de 5 anos. A coincidência aconteceu por que semana passada garimpando pela internet encontrei em um de seus albuns “Les Annees Psychedeliques“, e fiquei pasmo, um dos melhores álbuns que já ouvi em toda minha vida.
Uma espécie de Jazz, Breakbeat, psicodélico que agrada qualquer ser humano que tenha desenvolvido o sentido da audição. Serge Gainsbourg foi um músico que inicou carreira na década de 50 e se tornou muito presente até o final de 90. Lançou vários clássicos, mas acho que a viagem dele mesmo ficou por volta da década de 70, particularmente a minha favorita em termos musicais.
Navegando na lista dos meus favoritos do youtube encontrei esse vídeo do Portishead, grupo que eu aprecio demais. Talvez uma das primeiras bandas que realmente chamou a minha atenção na infância, em especial o primeiro album de 1994 Dummy.
O som do vídeo se chama “Sour times”, esta versão foi feita com a Orquestra Filarmônica de Nova Iorque em 1997, o som ficou muito bom, diferente da versão do cd a bateria ficou mais funky e os instrumentos brilham mais.
Beth Gibbons canta com sentimento mesmo, uma das vozes mais bonitas que ja ouvi, distante e diferente de qualquer uma. Não é soul, não é rock, não é trip-hop, é Portishead.
Basciamente o que eles fazem é pintar projeções nas paredes, soa estranho, mas é exatamente isso. Segundo eles a idéia é mais simples do que se imagina, se resume a um software, um laptop e um rolo com um LED verde.
O trabalho deste grupo é legal por uma série de motivos, não apenas pela inovação, mas pelo conjunto estético formado pelo grupo. A composição do vídeo é guiada por uma trilha totalmente desconcertada com efeitos e sintetizadores, e a história é toda contada em diversos episódios na cidade de New York em que muito se tem para explorar. Achei fantástica a idéia, mas mais ainda a história por trás de tudo.
Feliz é daquele que domina o digital e aplica no mundo real, esses conseguiram.
Sabe aquela história de que o ator negro sempre é o primeiro a morrer no filme? Ou então que sempre aparece em papéis rápidos?
Poisé, alguns diretores na década de 70 nos EUA não contentes com isso resolveram criar seu próprio segmento dentro da indústria do cinema, o movimento chamado Blaxploitation. Todos os filmes criados neste movimento trazem principalmente ou somente atores negros. Isso foi legal para a época, pois era um período em que o EUA era extremamente racista. A narrativa é sempre ao redor de um ator principal, que no caso do filme Bucktown (Trailer acima) é Fred Williamson, os filmes geralmente apresentam violência, um pouco de nudez e muito swing.
A lista de filmes dessa época é grande, vale a pena dar uma pesquisada e assistir alguns clássicos como: Black Caesar, Blacula, Coffy, Trouble Man, entre outros.
Tá, mas e o que tu isso tem a ver com a Dama?
O próximo podcast da Dama abordará este tema, pois como eu disse, as trilhas eram fantásticas. Era uma época em que se conhecia novos estilos como o Funky e se experimentavam adaptações com o Jazz.
O lançamento será na semana que vem, se você tiver interesse em receber por email a notificação. Mande um email para: hello@dama.nu
Encontrei 2 vídeos do artista Ethan Goldhammer, em que ele utiliza técnicas como Light Painting e Stop Motion somado a trilhas fantásticas. Os vídeos são originários do blog Create Digital Music, um excelente blog que mistura tecnologia aplicada a música e diferentes interações, recomendo a leitura.
Analisando a composição geral, percebe-se que mesmo utilizando técnicas já muito conhecidas, ou melhor dizendo um pouco “saturadas”, Ethan conseguiu criar um diferencial e unificar a trilha de uma forma muito suave ao contexto das imagens.
Misture: Half-life 2 + Música + Projeção, esse foi resultado de um Live Set que rolou em Pittsburgh.
A ideia: Re-edição de um jogo composto de gráficos 3D transformados em um instrumento visual.
O artista Riley Harmon trabalhou essa ideia de uma forma muito original, o cara utilizou o Source engine (Mecanismo de jogos 3D) desenvolvido pela Valve corporation (Desenvolvedora de jogos de video-game) em que através dele você pode re-editar e desenvolver novos elementos apartir dos modelos 3D’s do jogo. Não posso entrar em maiores detalhes aqui pois não sou um grande conhecedor desta linguagem.
Riley re-utiliza as formas 3D para criar uma instrumento visual aplicado a música. Nesse exemplo acima ele utiliza o mecanismo do Half-Life 2, e a medida que ele mexe o mouse a imagem sofre modificações.
Uma idéia muito legal, e que tem muito a ser explorada ainda, ele mesmo diz que agora pretende agregar efeitos e cenas controlados através de MIDI.
Pra iniciar este post, gostaria de primeiro explicar o significado da palavra API= Interface de Programação de Aplicativos. Hoje em dia diversos programas disponibilizam suas API’s para que programadores possam “re-programar” aquela rotina de padrões estabelecidos anteriormente, criando novos serviços, como é o exemplo do Yooouuutuuube.
A idéia é no mínimo diferente do que assistir um vídeo na telinha do youtube. Pra muitos pode parecer inútil, mas em um aplicativo simples como esse percebo diversas possibilidades de aplicações para entretenimento, imagina um video com paleta de cores?
Pra começar bem a Sexta-feira fiz um teste com um vídeo do programa Soul Train da década de 70 com o Curtis Mayfield cantando. Get Down!
Acho muito legal quando encontro projetos conceituais como este. O DJ Machine é basicamente um controlador externo que é composto de diversos “joysticks”, estes podem ser manipulados 360 graus. Você pode customizar cada um dos controladores com diferentes efeitos o que no fim o transforma em uma espécie de sintetizador. Além disso a sua comunicação com o computador é feita através de Bluetooth. Designer: Christian Peetz
O DJ Roc Raida, ou melhor Grand Master Roc Raida, faleceu ontem a tarde devido a complicações em uma cirurgia, Raida tinha 37 anos.
Essa é uma daquelas notícias muito chocantes, sabendo quem ele foi e o tudo o que ele fez, ir assim de repente, é uma grande perda. Raida iniciou sua carreria nos meados da década de 80, um turntablist nato. Formou os X-Ecutioners junto de Total Eclipse, Rob Swift e Mista Sinista. Atualmente era DJ de Busta Rhymes, mas continuava trabalhando em projetos de turntablism junto de seu antigo parceiro Rob Swift.
Não é novidade que somos exportadores de música de qualidade, mas me espanto quando encontro artistas não tão conhecidos (ou não tão falados) com sons absurdamente bons. Me sinto como um geólogo encontrando uma rocha muito rara, é uma sensação muito boa. É o caso dessa caxiense chamada Ana Mazzoti, pouco encontrei a respeito dela, mas as suas músicas são fantásticas, ela já tocou com Azymuth, então dá pra ter uma idéia do peso.
O 3D evoluiu muito desde os famosos óculos Vermelho/Azul, hoje temos câmeras embutidas em óculos com headtracking ou até múltiplas câmeras que acompanham seus movimentos. Há algum tempo já leio artigos falando do 3D, e de como está sendo inserido em televisões hoje em dia. Mas ao mesmo tempo não vejo muita gente explorando aplicações para interação. Provavelmente por ser complicado ou então não muito estável.